C.H. Robinson entra em ação após veredicto de 604 milhões de dólares

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C.H. Robinson e o veredicto que mudou tudo

A batalha em torno do veredicto de 604 milhões de dólares contra a C.H. Robinson se intensificou, saindo dos tribunais e ganhando destaque na mídia. Em julho, a mega broker perdeu o caso Lipe v. Lupus Superior, onde um júri do Condado de Dallas fez considerações que podem impactar drasticamente o setor de transporte rodoviário nos EUA. O júri decidiu que o motorista da transportadora Lupus Superior era um funcionário da C.H. Robinson, um ponto crucial que pode alterar as relações de responsabilidade em casos semelhantes.

A resposta da C.H. Robinson

Desde o veredicto, a C.H. Robinson declarou que discorda “fortemente” da decisão e que irá recorrer imediatamente. No entanto, enquanto o tribunal do Condado de Dallas decide se revisará o caso ou o encaminhará a um tribunal de apelação, uma disputa emergiu fora dos limites judiciais.

A equipe jurídica Arnold & Itkin, que ganhou o caso para as famílias das vítimas do acidente fatal de três pessoas envolvendo a Lupus Superior em 25 de março de 2021, divulgou um material à imprensa no qual mencionaram que “na noite do acidente, o motorista informou ambas as empresas que estava muito doente para continuar dirigindo. Em vez de reagendar a entrega, a C.H. Robinson o deixou prosseguir.”

A polêmica e as alegações

Após a publicação dessa declaração por Overdrive, a C.H. Robinson contatou a mídia para corrigir o que classificou como “inaccuracies” de Arnold & Itkin. Um porta-voz da broker afirmou: “As alegações de que o motorista disse à C.H. Robinson que estava doente ou que permitimos que ele continuasse dirigindo são falsas. O que é verdade é que o motorista trabalhava para a Lupus Superior, ele não se comunicou com a C.H. Robinson, e nós não supervisionamos, dirigimos ou controlamos suas ações.”

Além disso, registros mostraram, e a C.H. Robinson não contestou, que a broker realmente soube que o motorista estava doente. A disputa estava centrada no fato de que o despachante, e não o motorista especificamente, havia informado à C.H. Robinson sobre a doença. Independentemente disso, os registros indicam que o despachante e a broker tentaram reagendar a entrega de uma carga de Arizona Iced Tea, mas Arnold & Itkin alegam que a C.H. Robinson nunca fez essa alteração, embora as mensagens de texto entre eles mostrem esforços nesse sentido.

Consequências e impacto no setor

No final, três pessoas perderam a vida no acidente, e os impactos deste caso vão além das questões legais. A C.H. Robinson e a Associação de Intermediários de Transporte, diante da recente decisão do Supremo Tribunal em Montgomery (que expôs brokers a novas responsabilidades em acidentes causados por transportadoras contratadas), têm pressionado a Administração Federal de Segurança de Transporte Rodoviário a criar uma lista de transportadoras de alto risco para evitar, além de buscar um padrão federal para seleção de transportadoras.

A falta de um padrão claro e nacional tem gerado um cenário caótico para brokers, transportadoras e shippers, que agora lidam com uma colcha de retalhos de normas decididas de caso a caso. A C.H. Robinson, em resposta ao veredicto, destacou que a Lupus Superior havia completado quase 270 entregas com segurança para seus clientes e que a FMCSA havia auditado e renovado a classificação da transportadora como satisfatória antes do envio do carregamento.

Conforme a situação se desenvolve, fica claro que as alterações nas normas de seleção e verificação de transportadoras já estão acontecendo na era pós-Montgomery. A questão que permanece é: qual o impacto real disso no mercado e nas percepções dos stakeholders a longo prazo, especialmente considerando que as ações da C.H. Robinson caíram quase 27% desde o veredicto.

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