TQL e C.H. Robinson são acusados de crime organizado com rede de transportadoras ilegais

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Acusações graves contra mega-brokers

Uma nova ação judicial acusa os mega-brokers TQL e C.H. Robinson de racketeering e de colaborar com transportadoras ilegais na rede conhecida como Super Ego, visando eliminar transportadoras legítimas do mercado de fretes.

De acordo com a queixa, apresentada por seis transportadoras nos tribunais dos EUA, TQL e C.H. Robinson enganaram clientes ao usar trabalho forçado. Testemunhas afirmam ter trabalhado para frotas associadas ao Super Ego, frequentemente ultrapassando os limites de horas de serviço, com cargas nas quais C.H. Robinson se nomeou como transportadora.

Declarações e definições

A queixa, que usa uma abordagem legal comum em casos de crime organizado, busca evidências das violações da Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act (RICO), acusando os brokers de trabalhar com transportadoras conhecidas como “carreiras camaleônicas”.

Dorothy Capers, Diretora Jurídica da C.H. Robinson, negou veementemente as acusações, alegando que todos os transportadores com os quais a empresa trabalha são autorizados pelo governo federal e atendem a padrões de segurança acima do exigido por lei.

Segundo a queixa, as transportadoras ilegais são aquelas que operam com endereços falsos, contratações de motoristas estrangeiros por meio de trabalho forçado e que desrespeitam regulamentos de segurança, resultando em um número desproporcional de acidentes nas estradas dos EUA.

Impacto na indústria

Além das alegações de conluio para reduzir preços, a queixa destaca a perda de oportunidades lucrativas para as transportadoras que foram subcotadas por TQL e C.H. Robinson. A C.H. Robinson é acusada de garantir cargas de clientes ao oferecer lances abaixo do preço das transportadoras baseadas em ativos.

A situação também levanta questões sobre a alegada “escassez de motoristas” que tanto TQL quanto C.H. Robinson mencionaram em diversas ocasiões. Segundo a queixa, a necessidade dos brokers por motoristas mais baratos levou ao surgimento de transportadoras ilegais que exploram mão-de-obra estrangeira.

Desafios jurídicos e próximos passos

Especialistas jurídicos analisam que a carga de prova recai sobre os motoristas que alegam que os brokers operaram um empreendimento criminoso organizado. Embora o caso enfrente desafios, se o processo avançar para a fase de “descobrimento”, isso pode ser prejudicial para os brokers, permitindo que documentos e comunicações sejam revelados.

C.H. Robinson se mostrou confiante em sua defensiva, prometendo contestar vigorosamente as alegações e buscar contra-ações baseadas em fatos concretos.

Baixe a queixa completa aqui.

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