Problemas nos sistemas de agendamento afetam terminais portuários
Recentemente, o sistema de agendamento eModal, operado pela Cargo Sprint, apresentou falhas nos terminais TraPac nos portos de Oakland e Los Angeles, na Califórnia. No entanto, essa situação não foi restrita a esses terminais, afetando a costa oeste como um todo, conforme relatado por Robert Loya, CEO da Harbor Trucking Association, que representa os transportadores. Ele destacou que os problemas da Cargo Sprint impactaram também terminais em L.A.-Long Beach, Oakland e Seattle.
Preocupações das empresas de transporte
As dificuldades com a agendamentos em uma única plataforma têm gerado grandes preocupações entre os membros da HTA, especialmente desde a introdução da Ocean Shipping Reform Act de 2022 (OSRA), que buscava incentivar a movimentação de cargas e evitar congestionamentos. No período pós-COVID, essa situação chegou a ser considerada uma crise nacional, com os custos adicionais pesando sobre os transportadores e a sociedade.
Objetivo da OSRA e seus efeitos
A intenção do princípio de incentivo da OSRA era penalizar os clientes que não movimentavam a carga dentro dos prazos estabelecidos, que variam entre quatro dias para contêineres secos e dois dias para contêineres refrigerados. No entanto, quando falhas como as desta semana ocorrem, o sistema automatizado das transportadoras continua cobrando as taxas após esses períodos, independentemente da situação que impediu os transportadores de agendar a retirada das cargas.
Processo complicado para contestar taxas
Transportadoras que enfrentam atrasos sem serem culpadas acabam tendo que passar por um processo complicado para contestar as taxas de demurrage, conforme apontou Bill Aboudi, da AB Trucking. Loya criticou que a responsabilidade por resolver essas disputas frequentemente recai sobre as partes envolvidas, enquanto os operadores de terminais poderiam interceder junto aos seus clientes, as linhas de navios, para ajustar as tarifas.
Situação atual e busca por mudanças
Atualmente, as transportadoras enfrentam um cenário em que esperam resolver pendências, mas se sentem culpadas até que provem o contrário, aumentando a frustração na indústria. Loya afirmou que está liderando uma coalizão de grupos que buscará promover audiências de supervisão para garantir mais equidade no processo.





