Preços de caminhões em alta com novas emissões da EPA para 2027

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O momento certo para a compra de caminhões?

No último painel da conferência FTR Transportation Intelligence, Carl Hergart, diretor de planejamento de powertrains da Paccar, fez uma observação provocativa ao afirmar que “não há momento melhor para comprar um caminhão do que agora”. Com um tom bem-humorado, ele complementou que tudo contribuirá para o aumento dos custos em relação ao presente. Sua afirmação reflete uma verdade preocupante sobre o futuro do setor de transporte, especialmente com as novas normas de emissão da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) previstas para 2027.

Mudanças e custos para os fabricantes

A partir de janeiro, as montadoras devem oferecer caminhões que atendam a essas novas normas de emissões, que envolverão investimentos significativos. Segundo o analista de veículos comerciais sênior da FTR, Dan Moyer, o custo adicional pode variar de US$ 8.000 a US$ 12.000 para caminhões que atendam ao novo padrão de NOx, além de um aumento estimado em até US$ 7.000 para motores que não cumprirem totalmente a norma, mas que ainda assim serão certificados com créditos de conformidade.

Os motores que desconsiderarem penalidades de não conformidade (NCP) ainda podem sobrecarregar os compradores em US$ 6.000 a US$ 7.000. Moyer observa que esses encargos extras afetarão a grande maioria dos motores disponíveis em 2026.

Previsões de pedidos e estoque

Com o aumento das preocupações sobre os custos futuros, os pedidos de caminhões para 2026 aumentaram significativamente, com um volume estimado em 120% em relação ao ano anterior. As montadoras estão trabalhando com um backlog de produção elevado — 139% a mais em comparação ao ano passado. Nesse contexto, muitos optam por realizar compras antecipadas, para garantir modelos atuais antes da implementação das novas normas.

A experiência dos operadores

Kevin Otto, da Otto Transfer, compartilhou sua decisão de adquirir caminhões em um período que considera crítico: “Compramos quatro caminhões este ano, não necessariamente porque precisávamos, mas porque lembramos do que aconteceu em 2010”, referindo-se aos problemas enfrentados por sua frota na época da implementação do sistema SCR com fluidos diesel.

Otto observa que, com as especificações de emissões atuais, as dificuldades do passado parecem superadas, e espera que a continuação dessa experiência se prolongue mesmo com a chegada da nova geração de equipamentos.

Expectativas por mudanças regulatórias

Com o período de comentários sobre a proposta de alteração da EPA já encerrado, as decisões finais da agência terão um impacto direto sobre o que os caminhoneiros poderão esperar nos próximos anos. O aumento dos custos e as incertezas relacionadas às novas normas de emissões continuam a moldar as decisões de compra no setor.

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