Caminhoneiro Antigo e suas Técnicas Tradicionais
Orrin Asmus, um caminhoneiro de 94 anos, não utiliza nenhum software de roteamento, não possui um computador e carrega apenas um celular simples, sem grandes funcionalidades. Para ele, a tecnologia excessiva não é necessária. “Eu nunca tive um GPS. É para isso que servem os mapas: para mostrar como chegar. Celulares são ótimos porque você pode ligar para o cliente e perguntar: ‘Estou na sua cidade. Como faço para chegar até você?’” Asmus menciona que gosta de fazer o que é necessário e aprecia muito seu trabalho.
Memórias de um Passado Longo
Ainda operando da maneira antiga, Asmus relembra seus primeiros dias nas estradas. Ele não gostava de dirigir na área movimentada perto do World Trade Center, em Nova Iorque, onde estacionava seu caminhão na rua — “ninguém iria roubá-lo” — e subia até o 72º andar para obter documentos de exportação. Mesmo com a tecnologia moderna, ele ainda prefere lidar com papelada de forma manual.
Atualmente, Asmus trabalha meio período na McLaughlin Freight Lines, em Mediapolis, Iowa, e gosta de entregar seus documentos pessoalmente, pois isso o mantém socialmente ativo e fora de casa. Em sua convivência com Dan McLaughlin e seu filho Cody, Asmus se questionou sobre a idade do caminhoneiro mais velho do mundo. Após uma pesquisa rápida na internet, descobriu que ele poderia ser o caminhoneiro de caminhão-cegonha mais velho dos EUA, levando McLaughlin a inscrevê-lo para o título do Guinness.
Em Busca do Recorde
Kylie Galloway, executiva de relações públicas da Guinness World Records Americas, confirmou que a aplicação foi recebida e que a organização está revisando as evidências enviadas, que incluem o certidão de nascimento e holerites. A resposta final pode levar de 12 a 15 semanas. Até o momento, o título do caminhoneiro mais velho pertence a Doyle Archer, um motorista de 92 anos do Kansas, que foi verificado pela Guinness no último mês de dezembro.
História e Experiência na Estrada
Asmus também possui o prêmio Million Mile Safe Driver por seu tempo como motorista da Walmart. Ele estima ter cerca de 5 milhões de milhas acumuladas ao longo de sua carreira. Na semana de seu 94º aniversário, realizado em 11 de agosto, ele trabalhou por 30 horas. Ele começou a dirigindo um caminhão semipesado aos 19 anos, transportando um trailer de gado, e desde então percorreu todos os 48 estados americanos, tendo dirigido diversos tipos de caminhões.
Com mais de uma década, Asmus se juntou à McLaughlin, começando a trabalhar lá para não ficar em casa. Ele lembrou que construiu sua própria casa com madeira comprada diretamente de um fabricante. “Não preciso do dinheiro”, Asmus afirmou, enfatizando que trabalha porque se cansa de ficar em casa.
A Mudança no Setor de Transporte
Após a morte de sua esposa há quatro anos, Asmus passou a dedicar seu tempo entre o cassino, os escritórios da McLaughlin e a condução de caminhões, além de integrar o conselho municipal de Middletown, Iowa. Apesar das muitas mudanças ao longo das décadas, ele ainda valoriza conhecer novas pessoas no setor. Ele refletiu sobre o aumento nos preços dos combustíveis, que passaram de 23 centavos por galão para mais de cinco dólares, e notou que os caminhões modernos não têm a mesma durabilidade.
Asmus também expressou sua preocupação com a falta de camaradagem entre os motoristas de caminhão, citando que, em tempos passados, era comum que motoristas ajudassem uns aos outros. “Antes, se você tivesse um pneu furado, outro motorista pararia para ajudar. Agora, você tem que se garantir porque pode ser atropelado”, comentou.
Um Legado na Estrada
Apesar de ter quebrado o quadril há dois anos, Asmus continua a escalar para dentro e fora de seu caminhão, mantendo uma boa saúde geral. Ele inicialmente não estava interessado em buscar o recorde do Guinness, mas percebeu que poucas pessoas se candidataram ao título. “Você acaba sendo apenas um dos sortudos que chega a essa idade”, concluiu.





